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GRÁVIDA PODE COMER PEIXE? E COMIDA JAPONESA?

Falamos recentemente sobre a contraindicação do consumo de álcool durante a gestação e, outra dúvida bastante comum é se as gravidas podem comer peixes e, principalmente, se podem comer peixe cru.

Vale salientar que os peixes são ótimas fontes protéicas e são boas fontes de cálcio, vitamina D, selênio e de ômega 3, (um ácido graxos essencial, que o corpo não produz e deve vir da dieta).

Há muitas evidências que o consumo de ômega 3, especialmente pela sua fração DHA, deve ser estimulado durante a gestação., afinal, pode impactar na cognição e na visão do bebê, além de diminuir o risco de prematuridade.

Mas será que o peixe pode ser consumido por grávidas?

Sim, pode.

Mas com 3 cuidados importantes: ajustar a frequência, escolher a procedência e limitar o modo de preparo às formas bem cozidas.

FREQUÊNCIA:

Há alguns estudos, americanos principalmente, alertando para a quantidade de mercúrio que alguns peixes podem apresentar. O mercúrio é um metal tóxico e sua exposição a grávidas está associada há um maior risco do bebê apresentar alterações de comportamento, como hiperatividade e déficit de atenção.  Ainda assim, a American Dietetic Association destaca os inúmeros benefícios do consumo de peixes na gestação e recomenda 2 porções por semana.

Recentemente, o FDA (Food and Drug Administration) publicou um report ponderando os benefícios do consumo de peixe e os riscos à exposição ao mercúrio. Com relação aos benefícios, em uma equação preditiva, destaca que o consumo de 2 porções de peixe por semana durante a gestação pode elevar o Q.I. de uma criança de 9 anos em 3,3 pontos. Com relação aos riscos, numa análise dos produtos locais , os pesquisadores concluíram que a quantidade de mercúrio que poderia trazer algum prejuízo seria encontrada no dobro da quantidade de peixe suficiente para trazer benefícios. A recomendação do FDA, portanto, é de consumir de 1 a 3 porções de peixe por semana. 

PROCEDÊNCIA:

Informação é fundamental. Procure comprar em locais onde é possível saber a procedência do peixe , que deve estar completamente adequado para o consumo e sem qualquer sinal de decomposição.

Estas são algumas características do peixe as quais devemos atentar-nos:

  1. Os olhos devem estar brilhantes, transparentes e convexos

  2. As escamas devem estar bem aderentes a pele, sem soltar-se

  3. A carne deve estar firme ao toque e retornar a posição inicial depois de uma leve pressão

  4. O produto deve estar adequadamente refrigerado.

PREPARO:

Um detalhe importante é transportar o peixe até em casa em sacola térmica para garantir a manutenção de uma temperatura mais baixa. O peixe deve ser colocado o mais rapidamente possível na geladeira e ser consumido no mesmo dia ou, no máximo, no dia seguinte.

Para reduzir o risco de intoxicação, a temperatura interna do peixe durante a cocção deve chegar a 70 graus celcius. Esse cuidado é especialmente necessário para grávidas, que estão mais suscetíveis a reações adversas causadas por alimentos. Por conta disso, há uma recomendação de se evitar o peixe cru nessa fase.

Na gestação, há a recomendação expressa de se evitar o consumo de carne crua por conta do risco de toxoplasmose (para as mulheres que ainda não a tenham contraído). Vale lembrar que o peixe não é veiculo de toxoplasma e que a recomendação de evitar consumí-lo cru é por conta do risco de outras contaminações (do próprio produto ou dos manipuladores).

Em linhas gerais, vale mesmo a pena evitar o peixe cru e, em situações excepcionais, consumi-lo em locais que se conheça a procedência do peixe e  que se tenha certeza de todos os cuidados dos manipuladores.

Os peixes defumados também devem estar na lista dos alimentos a serem evitados durante a gestação por conta do risco de contaminação por Listeria. A Listeria monocytogenis  é uma bactéria que pode estar presente no peixe cru, no peixe defumado, no leite  e nos queijos não pasteurizados . As gestantes são o grupo mais susceptível para o desenvolvimento da listeriose, uma toxinfecçao alimentar que não traz grandes repercussões imediatas, além de febre, dor no corpo, vômitos e náuseas, mas pode causar aborto e graves desfechos no bebê, incluindo problemas respiratórios e até meningite.

Enfim, grávida pode comer peixe, de 1 a 3 porções por semana, e deve mesmo evitar consumí-lo cru. 

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