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VITAMINA D: PARTE 1

Vitaminas são micronutrientes essenciais ao nosso organismo. Cada uma desempenha funções específicas.

A vitamina D pode ser encontrada na forma de vitamina D2 (ergocalciferol) – produzida por vegetais e vitamina D3 (colecalciferol) – derivada do colesterol e produzida em animais. Ela é um pró-hormônio que para ser ativado passa por algumas reações no fígado e nos rins até ser transformado no hormônio ativo denominado calcitriol.

A produção do calcitriol depende de sua própria concentração, das concentrações de cálcio e fosfato e do hormônio da paratireóide (glândulas que atuam no equilíbrio do cálcio). O calcitriol age no metabolismo do cálcio, sendo, portanto, fundamental para o funcionamento do sistema nervoso e para o crescimento e manutenção de ossos saudáveis.

A exposição à luz solar é a principal fonte de vitamina D, porém, o uso de protetor solar, essencial e indispensável para prevenção de câncer de pele, diminui a sua produção na pele. Idosos possuem capacidade menor de produzir vitamina D pela exposição à luz solar, além de geralmente ficarem menos expostos ao sol. Por isso, é comum a deficiência de vitamina D neste grupo.

As principais fontes alimentares de vitamina D são o óleo de fígado de peixe, alguns tipos de peixe como sardinha, salmão, arenque e atum, gema de ovo e alguns alimentos fortificados (leite, margarina, entre outros). Porém, sabemos que hoje, no Brasil, o consumo de vitamina D está abaixo dos valores recomendados.

Idade

Vitamina D (UI)*0 a 6 meses

400**6 meses a 12 meses

400**1 a 3 anos

6004 a 8 anos

6009 a 13 anos

60014 a 18 anos

60019 a 30 anos

60031 a 50 anos

60051 a 70 anos

600>70 anos

800

*UI = Unidades Internacionais

** Ingestão adequada

De fato, a deficiência severa de vitamina D em crianças, devido à mineralização óssea inadequada leva ao retardo do crescimento e ao raquitismo. Em adultos, sua deficiência leva à osteomalacia, além de aumentar o risco de desenvolvimento de osteopenia e osteoporose.

Por outro lado, o excesso de vitamina D é muito raro. Pode ocorrer em caso de erro na quantidade adicionada à formulação de medicamentos, suplementos e alimentos fortificados, ou quando ocorre o abuso da ingestão de suplementos, e não devido à longa exposição ao sol ou excessiva ingestão de alimentos naturalmente ricos em vitamina D. Se não for tratada, a intoxicação por vitamina D pode levar ao excesso de cálcio no sangue e/ou na urina e excesso de fosfato no sangue, resultando em perda óssea, cálculo renal e calcificação de vasos sanguíneos e rins.

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