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DIETAS DA MODA: ATKINS

Já conversamos aqui bastante sobre obesidade. E por ser uma doença crônica, o tratamento é para o resto da vida. Mas muitos se preocupam mais com estética do que saúde, ou até se preocupam com saúde, mas têm pressa para perder peso. E é aí que as dietas da moda ganham força, pois prometem “verdadeiros” milagres.

Uma destas dietas é a dieta Atkins, que é bem pobre em carboidratos, mas rica em proteínas e gorduras. Ela é dividida em quatro fases:

Dieta de indução: Por duas semanas, há uma grande restrição de alimentos fonte de carboidratos. As verduras e legumes são incluídos de forma controlada e são eliminados: frutas, arroz, batata, mandioca, batata, massas, pães, cereais, etc.

Perda de peso contínua: Aumenta-se gradualmente o consumo de carboidratos, mas mesmo assim a quantidade total diária é bem restrita.

Pré-manutenção: Nesta fase é possível introduzir 1 porção a mais de fruta ou de massa, arroz, batata, etc. 1 a 2x/semana.

Manutenção: Sugere-se que nesta fase a pessoa defina a quantidade de carboidratos por dia que a faz se sentir bem, mesmo que sejam quantidades bem baixas e desencoraja consumo de doces.

Neste tipo de dieta em que se retiram os alimentos fonte de carboidratos ocorre uma perda de peso inicial rápida, devido à perda de água, além da redução de gordura. E como eu disse no início, as pessoas têm pressa. Não importa se demoraram meses ou anos para ganhar peso, querem perder peso para ontem. E a velocidade de perda inicial é um motivador.

A dieta é muito atraente pelo fato de não ter restrição ao consumo de carnes, ovos e gorduras. Esta dá mais sabor aos alimentos.

É claro que qualquer restrição alimentar levará à perda de peso, e é a perda de peso que pode trazer benefícios às pessoas. Porém, existem estudos que compararam este tipo de dieta com dieta equilibrada (com redução de calorias em relação ao gasto do indivíduo) e verificaram que em um ano, a perda é semelhante nos dois grupos.

O excesso de gorduras presentes em carnes, leite e derivados podem aumentar o LDL-colesterol (“ruim”), que está relacionado a um maior risco de doença cardiovascular, mas não ocorre em todos os casos.

Este tipo de dieta traz algumas desvantagens como não ensinar hábitos alimentares saudáveis e equilíbrio entre os diferentes grupos de alimentos:

  1. Grupo do arroz, pão, batata e mandioca (e também cereais, massas, etc.) e grupo das gorduras que fornecem energia para o organismo;

  2. Grupo dos legumes, verduras e frutas que ajudam a regular as funções do organismo;

  3. Grupos das carnes, leite e feijões que constroem e mantêm o organismo;

Não levar em consideração a rotina e as preferências individuais: quem não gosta muito de carnes em geral ou adora alimentos fonte de carboidratos pode ter dificuldade em se adequar à dieta;

Ser monótona, diferente do que se recomenda: variada e equilibrada;

Difícil de manter em longo prazo: justamente por restringir muito o grupo do arroz, pão, batata e mandioca e grupo das frutas fica difícil manter no dia a dia e não ensina como se adequar em situações como festas e eventos;

Pessoas muito ativas podem ter o rendimento prejudicado durante o exercício físico;

A falta de alimentos fonte de carboidrato pode deixar o indivíduo mais cansado ou irritado, pois falta energia inclusive para o cérebro.

No final, o que importa é que a dieta seja ajustada de acordo com os hábitos e preferências do indivíduo, que traga uma saúde melhor com a perda de peso e que promova aderência para ser sustentada ao longo de toda a vida.



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